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sábado, 5 de dezembro de 2009

Peugeot lança bicicleta elétrica

Em parceria com a Ultra Motor, uma das principais fabricantes de veículos elétricos leves do mundo, a Peugeot acaba de lançar um modelo de bicicleta elétrica. Uma opção de transporte sustentável que funciona com uma bateria removível de 36 V e um motor de 250 W que permite até 70 km autonomia.

A bicicleta híbrida pode ser carregada em tomadas comuns e reabastecida com as pedaladas do ciclista. Devido aos três níveis de assistência e ao sensor de torque que a bicicleta dispõe, o ciclista pode percorrer até os terrenos mais íngremes com facilidade, garante o fabricante.

A bike também possui freios de disco dianteiros e traseiros, luzes automáticas e independentes e suspensão, que garantem maior segurança ao ciclista. Por enquanto, ela será comercializada apenas na Europa por 2.290 euros, o que equivale aproximadamente R$ 7.725.

Governo alemão doa 6,5 milhões de euros para proteção da biodiversidade


A Mata Atlântica ganhou novo reforço para a proteção, uso sustentável e recuperação da vegetação. Nesta sexta-feira (04/12), o governo alemão, por meio do banco KfW, doou 6,5 milhões de euros para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a serem investidos em ações do projeto Proteção da Mata Atlântica II.

A implementação do projeto envolve a participação do Ministério do Meio Ambiente, do KfW e do Funbio, que têm três anos para usar os recursos doados. A ideia é o dinheiro seja usado na ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, na introdução do sistema de pagamento por serviços ambientais, e na disponibilização de informações para decisões sobre a biodiversidade na Mata Atlântica e proteção do clima, além do trabalho de capacitação de especialistas e sociedade civil.

Durante a cerimônia de assinatura de contrato, no gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a secretária Maria Cecília Wey de Brito disse que esse recurso vai ajudar a completar uma série de ações de proteção da floresta. "Boa parte da população vive onde era o bioma, onde boa parte do PIB é produzido, e precisava receber esse investimento. A Mata Atlântica merece um tratamento especial", ressaltou. Atualmente a Mata Atlântica possui apenas 23% de sua vegetação.

Além do apoio financeiro, os projetos terão o acompanhamento da Cooperação Técnica Alemã (GTZ). No início do próximo ano, será criada uma comissão técnica, com representantes das três instituições, para o acompanhamento das atividades do projeto, que serão desenvolvidos em parceria com os governos estaduais, municipais e sociedade civil.

O representante do banco KfW, Jens Ochtrop, ressaltou que essa parceria para o meio ambiente já dura mais de 20 anos, e avaliou a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica como muito eficiente. Ochtrop vê um potencial ainda maior para essa nova etapa. Ele ainda destacou as ações do MMA na proteção da Mata Atlântica. "Em um momento em que a atenção está voltada para a Amazônia, é bom ver que o MMA também está voltado para outros desafios, como a consolidação da conservação da Mata Atlântica".

Em 2008, o KfW investiu 2 milhões de euros, num período de um ano, para a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica. O recurso deu origem a uma série de ações de conservação da Mata Atlântica, realizadas pelo MMA, Instituto Chico Mendes e governos dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, municípios e organizações não governamentais. Em função do bom resultado das ações implementadas essa nova etapa inicia com um orçamento três vezes maior.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Terra precisaria de 18 meses para suprir o que a humanidade consome em um ano


A Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das atividades humanas: o planeta precisa de 18 meses para gerar recursos que a humanidade consome em um ano, segundo estudo de um grupo de pesquisa privado americano publicado nesta terça-feira.

Os dados levantados em 100 países pela Global Footprint Network, de defesa do meio ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, a um ritmo 44% maior do que a natureza pode produzir e absorver.

O estudo revela também uma crescente disparidade entre os países com relação ao impacto ecológico por habitante.

Se todos os habitantes da Terra vivessem como um americano médio, seria necessário o equivalente a cinco planetas para produzir os recursos alimentícios e energéticos consumidos e absorver o CO2 emitido.

"E se cada um consumisse como o europeu médio, seriam necessários dois planetas e meio", calcularam também os autores do estudo.

"As ameaças que estamos enfrentando, como a mudança climática, o desmatamento, a diminuição da pesca, a super-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante", indicaram.

A Global Footprint Network, que tem sede em Oakland na Califórnia (oeste), calcula todos os anos desde sua criação em 2003 a chamada "impressão ecológica" de mais de 100 países e da humanidade em seu conjunto.

Este indicador determina a superfície de terra e de água necessárias para produzir recursos que uma população determinada consome e para absorver os dejetos produzidos.

"Calcula o potencial de produção de recursos da natureza, como são utilizados e por quem", explica a organização.

Os dados, derivados de inúmeras fontes, entre elas a ONU e as estatísticas de diversos governos, mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou quase 2%, devido a um crescimento da população e do consumo de recursos por pessoa.

Em 10 anos, o impacto do homem sobre a natureza aumentou 22%, enquanto a biocapacidade, quantidade de recursos que a natureza pode produzir, se manteve constante e pode inclusive ter diminuído, segundo a Global Footprint Network.

Em 1961, todo o planeta usava pouco mais da metade da biocapacidade da Terra. Agora, 80% dos países usam mais biocapacidade do que dispõem dentro de suas fronteiras. Importam recursos, esvaziam seus próprios estoques e enchem a atmosfera e os oceanos de CO2.

Apesar destes dados preocupantes, existem meios para corrigir esta trajetória, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network.

"Estas tendências mostram que é do interesse de cada país atuar sem esperar para ter êxito em um mundo com recursos cada vez mais limitados, aconteça o que acontecer no cenário mundial", indicou em um comunicado em referência à conferência da ONU sobre o clima de dezembro em Copenhague, onde é muito improvável que se consiga alcançar um acordo obrigatório para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Ibama flagra duas balsas com 1,3 mil m³ de madeira ilegal em Óbidos/PA


O Ibama apreendeu nesta quarta-feira (02/12) duas balsas com cerca de 1,3 mil m³ de madeira retirada irregularmente da floresta amazônica, na altura do município de Óbidos, no oeste do Pará. Essa quantidade seria suficiente para encher 52 caminhões.

Com 65 m de comprimento cada, as embarcações levavam pelo rio Amazonas dezenas de toras de espécies como jatobá, angelim, ipê e maçaranduba para abastecer o mercado ilegal em Belém, na capital paraense. As balsas e o empurrador, avaliados em R$ 2 milhões, também foram apreendidos. Além de poder perder os bens utilizados no crime ambiental, o proprietário foi multado em R$ 390 mil.

Os agentes estavam na Operação Monte Cristo, de combate à pesca no período de defeso, quando flagraram as balsas. Elas cruzavam o rio à noite, para tentar burlar a fiscalização. Segundo os fiscais, a madeira saiu de planos de manejo na Gleba Mamiá, no município de Alenquer. O destino seria Marituba e Benevides, na região metropolitana de Belém.

“A pesquisa no Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) revelou que as Guias Florestais da madeira já haviam sido recebidas pelos compradores há mais de uma semana. Ou seja, os documentos estavam sendo usados em duas, três, quatro viagens para esquentar a madeira ilegal”, explica o analista ambiental Marcelo Eickhoff, da Gerência Executiva do Ibama em Santarém, que participou da ação.

Índia propõe reduzir intensidade de carbono entre 20% a 25% até 2020


Jairam Ramesh, ministro do Meio Ambiente da Índia, anunciou nesta quinta-feira (3) a meta da Índia de reduzir sua intensidade de carbono entre 20% a 25% até 2020 em relação a 2005. Ainda assim, "as emissões crescerão", disse o ministro, às vésperas da conferência do clima de Copenhague, que começa nesta segunda-feira (7).

"Intensidade de carbono" significa a quantidade de CO2 emitida por cada unidade do PIB (Produto Interno Bruto).

No entanto, a redução seria apenas um comprometimento doméstico, e não seria legalmente vinculante, disse o ministro após quase quatro horas de discussões.

O anúncio era esperado para hoje, e ocorre na semana seguinte em que China e EUA fizeram os seus.

A China se comprometeu em reduzir entre 40% e 45% a intensidade carbônica em 2020 em relação a 2005. Já os EUA ofereceram a meta de reduzir 17% das emissões em 2020 em relação a 2005.

A Índia, um dos maiores emissores, estava sob pressão para anunciar detalhes de como iria controlar as suas crescentes emissões de carbono.

No máximo, o governo indiano havia se declarado disposto a assinar um "objetivo global ambicioso" para a redução de emissões de gases do efeito estufa, neste sábado (28).

Um relatório divulgado na quarta-feira (2) indicava que a Índia poderia cortar a sua intensidade de carbono em 24% até 2020, em comparação com os níveis de 2005, segundo relatório do governo obtido pela agência de notícias Reuters.

Um Bilhão de Árvores para a Amazônia e... o Primeiro Deserto Verde do "Bioma"


“Um Bilhão de Árvores para a Amazônia” – foi o nome comercial do “maior programa de recomposição florestal do mundo” lançado pelo presidente Lula e pela governadora Ana Júlia Carepa. Terminado o jogo de cena e silenciados os tambores midiáticos, com o assunto caindo no esquecimento, delegou-se à Secretária de Estado de Meio Ambiente a tarefa de informar, muito discretamente, que 65% desse reflorestamento serão feitos com eucalipto.

A justificativa é simplória: não existe a disponibilidade de sementes para plantar espécies nativas. Ah – ninguém, então, havia pensado nisso no momento do anúncio do número mágico – um bilhão? Mas, que importa? Números sem projetos por trás criam manchetes na imprensa apressada e imprensada no jogo de interesses dos grandes anunciantes – entre os quais o governo e suas estatais.

A meta do governo do Pará – ou, melhor dizendo, da Vale e similares -, agora, continua sendo atingir 20 dos 100 milhões de hectares previstos para o plantio de espécies nativas até 2013. Mas não são claras as informações sobre que áreas serão plantadas com que tipo de árvores - ou seja, o objetivo é criar uma cortina de fumaça.

E continua o silêncio sobre a produção de mudas de essências nativas e outros “detalhes”, exceto quando se afirma que 80 mil hectares de paricá - árvore também conhecida como guapuruvu - já foram plantados no sul do estado. A justificativa é de uma lógica econômica impecável: “o paricá é leve, usado para a obtenção de lâminas de madeira, uma vez que é perfeitamente torneável”.

Essa criação de um deserto verde no tal “bioma amazônico” talvez pudesse ter sido evitada se os “ambientalistas” – incluindo o IBAMA – tivessem sido mais abertos ao diálogo quando em 2005 foi apresentado ao Congresso um projeto que autorizava a recomposição de 30% da reserva legal com palmáceas – em especial dendê e babaçu - para a produção de biodiesel.

De fato, em particular para a juventude que mora nas cidades e acha que comida é coisa que se encontra em prateleiras de supermercados, nunca é demais lembrar que poucos anos antes FHC elevou a reserva legal na região de 50% para 80% por Medida Provisória, numa canetada, apenas para dar satisfações à imprensa estrangeira e ONGs paulistas. Com isso, desde Brasília colocou na ilegalidade, de um dia para o outro, todo o conjunto de propriedades produtivas no “bioma” amazônico.

Pontificar e legislar sobre “biomas” se neles não existissem pessoas dá nisso!

Agora, é hora de refletir. Se esse tipo de imunidade ao diálogo ao estilo “exército da salvação” continuar no processo de inevitável revisão do Código Florestal, o máximo que acontecerá será um novo pacote de remendos vindos de cima para baixo ou por “acordos de lideranças”, em detrimento dos interesses da nação.

***

Aqui, vale o parêntese: a China abandonou há cerca de um ano um projeto lançado em 2002 que previa o reflorestamento de 440 milhões de hectares (bem maior do que o maior do mundo). O projeto colidiu com a necessidade de áreas para a produção de alimentos para uma população de 1,3 bilhão de chineses. Apesar disso, os projetos de reflorestamento econômico num total de 38 milhões de hectares para a indústria de papel e celulose, bem como para a indústria madeireira, continuam. Talvez os chineses possam, agora, liberar áreas agrícolas para a produção de alimentos importando madeira do Pará.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Biodiversidade no Brasil


O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta, essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos únicos em todo o mundo, deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país. O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Nenhum outro país tem registrado tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente o MMA, eles podem representar apenas 10% da vida no país. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que aumenta o conhecimento. Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal, coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas 36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja presença naquele bioma era desconhecida pela ciência. O levantamento nacional de peixes de água doce coordenado pela Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2004, indica a existência de 2.122 espécies, 10% a 15% delas desconhecidas até então.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Depois da maior cheia dos últimos 100 anos, Amazonas chega a uma das piores secas


Depois de o Rio Negro alcançar 29,77 metros no mês de junho – a maior marca desde 1902 - o nível do rio chegou ontem(30) aos 16 metros em Manaus. De acordo com o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Antônio Oliveira, o rio chegou a um nível de emergência.

“A situação de seca está crítica ao longo da calha do Rio Negro e até fevereiro isso deve continuar. Classificamos essa vazante como média a grande, já que ela se encaixa entre as 30 maiores já registradas”, disse à Agência Brasil.

O fenômeno natural de subida e descida do nível do rio afeta a navegação, compromete a ligação com as sedes municipais e o abastecimento de centenas de comunidades. De acordo com os registros históricos do CPRM, a maior seca do Rio Negro ocorreu em 1963, quando o nível chegou a 13,64 metros. O Rio Negro é o maior do estado e a severa seca deste ano prejudica não só a capital do Amazonas, mas também os outros quatro municípios (São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e Novo Airão).

O superintendente do CPRM no Amazonas explicou que a falta de chuvas, desde a segunda quinzena de julho, deve-se, sobretudo, ao fenômeno El Niño (aquecimento das águas do oceano). Em julho, agosto e setembro choveu metade do esperado. Em outubro, 74% e em novembro, apenas 50% do que deveria.

"Tudo isso nos trouxe para uma severa seca este ano. Em dezembro o ideal seria que chovesse 219 milímetros, mas não deve chegar a isso”, avaliou Oliveira.''

No Sul e Oeste do Amazonas, as chuvas estão dentro da normalidade, o que contribuiu para a subida do Rio Solimões, o segundo maior do estado. O reflexo dessas chuvas deve chegar a Manaus em 15 dias, pois os dois rios (Solimões e Negro) encontram-se na cidade e a cheia de um pode influenciar o outro. “Mas o Solimões só vai fazer com que o Negro suba caso as chuvas também contribuam para isso”, acrescentou Oliveira.

Um estudo detalhado das áreas afetadas pela seca está em fase de finalização pelo governo do Amazonas. O objetivo é aproveitar as informações para abertura imediata de estradas vicinais destinadas a tirar do isolamento milhares de ribeirinhos atingidos pela estiagem. Linhas especiais de financiamento para produtores rurais e distribuição de sementes e implementos agrícolas estão sendo realizados por meio Agência de Fomento do Estado (Afeam) para auxiliar a agricultura familiar.

Austrália não aprova redução de carbono


O parlamento australiano vetou nesta quarta-feira, 2, o projeto de lei que cria mercado de carbono no país, iniciativa que visa estabeler uma política de mudanças climáticas.

O senado rejeitou pela segunda vez o projeto de lei, sob a justificativa de que tal medida prejudicaria a economia. Se fosse aprovada, a iniciativa promoveria a redução de 25% das emissões de CO2 em dez anos.

Ministério da Ciência e Tecnologia atualiza inventário de emissões de gases estufa

Os números, que ainda são preliminares, vão para consulta pública e expõem setores mais poluentes.



O ministro de Ciência e
Tecnologia, Sérgio Rezende, explica como é feito o inventário e comenta dados do desmatamento da Amazônia. Ele comenta também as estimativas de redução da emissão de gases.

Frio recorde na Antártida em meio ao aquecimento global


Dados do brasileiro Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam temperatura mais baixa em 11 anos no continente gelado.

Os números registrados na Estação Comandante Ferraz, na Antártida, mostram as temperaturas locais mais baixas no século XXI. Além disso, os cientistas brasileiros constataram que o mês de novembro foi 2°C mais frio que a média para o período, enquanto a temperatura de todo o ano de 2009 está 1°C abaixo da média histórica.

Entre o último domingo, 29, e esta terça-feira, 1º, mais de 50 cientistas ficaram confinados na estação devido a uma forte nevasca.

MMA anuncia novo ranking de emissões de carros fabricados em 2009

Baixe o ranking AQUI (PDF)

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta terça-feira ( 1/12), a nova versão da Nota Verde, que classifica os carros de passeio que circulam no País, fabricados em 2009, de acordo com suas emissões de CO2 e outros poluentes - substâncias que favorecem o aquecimento global e afetam a saúde humana.


Diferentemente da primeira versão (anunciada em setembro), que atribuiu notas numéricas aos modelos de 2008, desta vez são utilizadas estrelas - de uma a cinco - para demonstrar os níveis de emissões de gases poluentes e do efeito estufa. Quanto maior o número de estrelas, mais eficiente é o veículo. Ou seja, menor o índice de emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono.

"O objetivo da Nota Verde é orientar o consumidor. Queremos que o consumo consciente cresça cada vez mais, e que assim seja criada uma concorrência positiva entre as montadoras, para que produzam carros mais eficientes", disse Carlos Minc. De acordo com o ministro, a nova forma de classificação dos veículos foi "bastante debatida" em um grupo de trabalho que reuniu, além do MMA, o Ibama, Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) e Petrobras. Segundo ele, o ranking atual obteve mais consenso que o primeiro e "está mais claro para o consumidor".

A lista reúne cerca de 400 modelos de veículos de passeio fabricados no ano de 2009 - inclusive alguns importados. Vinte e dois modelos ganharam cinco estrelas, todos eles com motores flex (movidos tanto a álcool quanto a gasolina). Os últimos colocados são modelos a gasolina e com motores mais potentes, acima de 2.0.

No critério adotado para classificar os veículos, 3 estrelas são relativas aos poluentes CO, NMHC e NOx, e 2 relativas ao CO2. "Os carros que utilizam álcool já ganham automaticamente uma estrela, porque o CO2 liberado é absorvido no processo de cultivo da cana", explicou o ministro. Para Paulo Macedo, coordenador do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve/Ibama), responsável pelas medições, a nova forma de classificação se tornou "mais rigorosa e justa".

O ministro acredita que a Nota Verde terá reflexos no clima, na saúde e também no bolso do consumidor, que, guiado pelo ranking, poderá optar por adquirir veículos mais eficientes, que consomem menos combustível e poluem menos. "Essas estrelinhas vão pegar!", comemorou. Segundo Minc, em 2010 ainda devem ser feitos outros aprimoramentos ao instrumento, como a inclusão de motos, ônibus e caminhões.

Para a secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Suzana Kahn, que também participou da coletiva, a Nota Verde é uma forma de a população se engajar na questão do clima, que será discutida em Copenhague (Dinamarca), mês que vem, na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-15.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Imazon mostra tendência de crescimento do desmatamento na Amazônia


Na comparação com outubro de 2008, quando o levantamento do Imazon registrou 102 km² de derrubada, houve aumento de 90%.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), operado pela organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), registrou 194 quilômetros quadrados (km²) de desmatamento na Amazônia em outubro.

Os dados, divulgados dia 26/11, mostram que a devastação acumulada de agosto a outubro - os três primeiros meses do calendário do desmatamento - foi de 682 km², 30% maior do que no mesmo período do ano passado (agosto a outubro), quando a soma foi de 525 km².

Na comparação com outubro de 2008, quando o levantamento do Imazon registrou 102 km² de derrubada, houve aumento de 90%. No período, 13% do território estavam cobertos por nuvens e os satélites conseguiram observar 87% da área.

O Pará foi responsável por 87 km² de desmate (45% do total registrado em outubro), Mato Grosso derrubou 43 km² (22%), seguido por Rondônia, com 25 quilômetros a menos de florestas no período (13% do desmate do mês).

O levantamento também aponta as áreas de florestas degradadas, ainda em processo de desmate, que em outubro somaram 104 km².

A estimativa do Imazon é feita paralelamente aos números oficiais, calculados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não divulgou os dados de outubro.


Há duas semanas, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, medida de agosto de 2008 a julho de 2009, quando a floresta perdeu 7.008 km², menor resultado dos últimos 21 anos.

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Ibama fraga caçadores que atuavam em unidade de conservação


A Operação Lua Nova, realizada no último final de semana pela Gerência Executiva do Ibama em Eunápolis, resultou no desmantelamento de um grupo armado e na prisão de cinco pessoas envolvidas na prática de caça de animais silvestres no interior da Estação Veracel, unidade de conservação localizada no município de Porto Seguro/BA.

O trabalho acontece três meses após a prisão de outro grupo de caçadores que atuava no interior do Parque Nacional do Pau Brasil, também em Porto Seguro, quando, na ocasião, foram apreendidos animais silvestres abatidos e uma grande quantidade de cães de caça treinados para perseguir animais no interior da mata.

Desta vez, a ação dos criminosos vinha sendo monitorada pelo Ibama já há alguns meses, desde que o órgão constatou a existência de pessoas especializadas em instalar um grande número de armadilhas no interior de unidades de conservação com o objetivo de matar e vender carne de animais silvestres no comércio local.

Com os caçadores presos na Estação Veracel, foram encontradas 20 armas de fogo prontas para o uso, entre espingardas de grosso calibre e armadilhas preparadas para atirar a curta distância ao serem acionadas pela passagem dos animais silvestres.

Além destes materiais, foram apreendidos também animais abatidos, o veículo usado pelos caçadores e uma grande quantidade de apitos empregados para a atração de aves silvestres, assim como barracas, redes e equipamentos para permanência prolongada no interior da mata.

A Operação Lua Nova envolveu vários agentes de fiscalização ambiental do Ibama e é parte integrante do projeto de fortalecimento de sua nova unidade em Porto Seguro, que está sendo construída no interior da Estação Ecológica do Pau Brasil/Ceplac, e que atuará especificamente em missões de combate a crimes contra a fauna, como a caça, a captura e o comércio ilegal de animais silvestres, com foco nas ações em áreas de mata e na proteção das unidades de conservação na região sul da Bahia.

Segundo a Gerente Executiva do Ibama em Eunápolis, Cleide Guirro, a unidade de conservação onde os caçadores agiam é uma reserva criada por ato do poder público federal para preservar o patrimônio natural nacional e, por isto, integra o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza-SNUC. “Esta é uma área de interesse público legalmente reconhecido, com obrigatoriedade de fiscalização estabelecida em decreto presidencial e protegida por lei federal contra qualquer infração penal que afete os bens e interesses da União ali preservados”, afirma.

Por isso, após sua prisão em flagrante, os caçadores foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal em Porto Seguro, onde foram ouvidos e autuados pelos crimes de caça de animais silvestres e, também, por penetrar em unidade de conservação conduzindo instrumentos próprios para caça, recebendo um total de R$ 32.500,00 em multas e permanecendo presos por porte ilegal de arma de fogo.

Cleide Guirro finaliza, acrescentando que a Gerência Executiva do Ibama em Eunápolis acaba de entregar para a Polícia Federal mais de 70 armas de fogo apreendidas de outros caçadores na região e que, com a breve inauguração da nova unidade do Ibama em Porto Seguro, o trabalho de fiscalização ambiental federal em unidades de conservação será ainda maior, ampliando o combate às quadrilhas especializadas em praticar a caça profissional e a captura de animais silvestres nos remanescentes de mata atlântica da região sul da Bahia.

Declaração aponta para redução de 40% da emissão de gases no Brasil


O saldo da reunião desta quinta-feira, 26, em Manaus, com representantes dos países que compõem a região amazônica e o presidente da França foi a assinatura de uma declaração que determina as posições a serem defendidas na Conferência da ONU sobre o clima, no próximo mês.

“Esse texto vai balizar nossas posições”, apontou Lula acerca do documento. Para o presidente, o mesmo não pode ferir a soberania dos estados. O texto apoia a meta de redução global de 40% das emissões de gases até 2020, conforme a meta estabelecida pela ONU.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

China anuncia meta de redução de emissões em até 45%


Meta voluntária de redução de CO2 anunciada pelo governo chinês é de 40% a 45% até 2020. A informação é da agência de notícias estatal Xinhua.

A nova meta chinesa tem como base os níveis de emissões do país em 2005. A agência Xinhua afirma que essa “é uma ação voluntária tomada pelo governo chinês, e constitui uma contribuição fundamental para o esforço global no combate às alterações climáticas”.

China e EUA, que resistiam em mudar suas políticas de combate ao aquecimento global, agora fizeram promessas históricas. Segundo o jornal The New York Times, os EUA irão propor uma redução de 17% nas emissões de gases de efeito estufa, também tomando como base os níveis de 2005.

Sarkozy quer pôr fim ao desmatamento até 2030


Presidente francês apresentou sua meta perante dezenas de autoridades reunidas em uma cúpula em Port of Spain, em Trinidad e Tobago, no Caribe.

“Proponho que adotemos juntos o objetivo de reduzir à metade o desmatamento daqui até 2020 e de acabar com ele até 2030. E devemos começar sem espera”, afirmou Nicolas Sarkozy.

O presidente francês e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, propõem que seja estabelecido um compromisso financeiro de US$ 10 bilhões por ano para o próximo triênio na conferência do clima em Copenhague, em dezembro, com o objetivo de ajudar os países mais pobres a combater o aquecimento global.

Sarkozy defende que 20% desse total seja atribuído à luta contra o desmatamento, considerado responsável por 20% das emissões de gases poluentes no mundo.

4º Encontro Brasileiro de Criadores de Animais Silvestres


4º Encontro Brasileiro de Criadores de Animais Silvestres, que acontecerá em Goiânia-GO, de 10 a 12 de dezembro de 2009, no Hotel Blue Tree Tower.

As duas palestras de abertura serão proferidas por servidores do Ibama no dia 10 de dezembro a partir das 21h. A palestra “A Criação de animais silvestres em cativeiro como Instrumento de Conservação de nossa fauna” pela CGFAP/Ibama Sede e “A criação de animais silvestres em cativeiro no Centro-Oeste” pelo Superintendente do Ibama-GO, Ary Soares dos Santos.

Toda a programação de palestras e mesas redondas poderão ser conferidas no site www.acasco.com.br, bem como o endereço do evento e dos hotéis localizados nas proximidades.

Ibama realiza a primeira inspecao tecnica industrial apos resolucao do conama


Técnicos do Ibama iniciaram a primeira inspeção técnica industrial após a publicação da Resolução nº411/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama, que estabeleceu termos de referência para adequação dos índices de conversão da indústria madeireira. A norma estabelece procedimentos para que os órgãos ambientais realizem inspeção técnica nas indústrias de base florestal, uniformiza os rendimentos da indústria em todo o país e cria padrões de nomenclatura para as espécies e para os produtos florestais.

Os trabalhos estão sendo realizados na serraria da empresa Mil Madeiras Preciosas, em Itacoatiara no Estado do Amazonas, que foi a primeira a apresentar os estudos de rendimento ao Ibama. As indústrias ficaram obrigadas a apresentar estudo técnico demonstrando o seu rendimento real no prazo de 180 dias após publicação da resolução, que venceu no início do mês de novembro.

Desde então, os rendimentos foram reduzidos de 50 para 45%, ou seja, para cada metro cúbico de madeira em tora que entra na serraria é produzido 0,45 metro cúbico de madeira serrada. Mas esse índice pode ser alterado com a apresentação de estudos de rendimento.

De acordo com o Diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, José Humberto Chaves, trata-se de um trabalho pioneiro e o objetivo é adequar os coeficientes de rendimento de cada indústria de forma a evitar o esquentamento de madeira ilegal. “O coeficiente de rendimento de toras para madeira serrada varia muito de acordo com a espécie, as características da indústria e com o produto final obtido. A única maneira de conhecer esses índices é exigir das empresas seus estudos específicos e validar esses estudos com as inspeções dentro da indústria, medindo todo o processo de produção para alterarmos os coeficientes nos nossos sistemas de controle.”, afirma Chaves.

O trabalho conta com equipe de analistas ambientais do Ibama dos Estados do Amazonas e do Ceará e é dividido em duas fases. A primeira fase no escritório, onde são levantadas informações sobre a empresa em vários sistemas, como o Sistema-DOF e o Cadastro Técnico Federal. Na segunda fase o trabalho é feito acompanhando o processo de desdobro da madeira para medição dos coeficientes de rendimento. De acordo com o coordenador técnico da equipe, o Analista Ambiental José Ricardo de Araújo Lima, o trabalho foi iniciado com uma serraria de grande porte e a próxima etapa é avaliar os rendimentos de serrarias de médio e pequeno porte para ajustar os procedimentos e métodos de trabalho. “Vamos para outros estados e selecionaremos indústrias a partir de critérios de malha definidos com informações do Sistema-DOF. Aquelas empresas que não apresentarem seus estudos e estiverem atuando com rendimentos diferentes de 45% estarão sujeitas a multas e apreensões do seu estoque de madeira”, afirma Lima.

A inspeção técnica industrial implica em um novo modelo de atuação do Ibama e tende a trazer ganhos ambientais muito grandes, afirma Chaves. “Atualmente algumas indústrias da Amazônia estão utilizando um coeficiente de rendimento volumétrico até 25% maior do que realmente conseguem obter de rendimento quando transformam a tora em madeira serrada, permitindo legalizar a madeira obtida de desmatamento ilegal. Com a redução do índice de conversão esse mecanismo de fraude tende a acabar”, afirma o Diretor.

Ascom Ibama