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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Para o Ano de 2010, escolha algumas das ações abaixo e faça-a com determinação

Você dará sua contribuição para que a Terra continue sendo um lugar muito bom para se morar.

  • Calibrar os pneus (25.0 kg/mês)
  • Desligar o computador ( 3.12 kg/mês)
  • Economizar papel ( 8.0 kg/mês)
  • Lembrar de apagar as luzes ( 8.0 kg/mês)
  • Optar pelo transporte coletivo ( 19.4 kg/ mês)
  • Plantar uma árvore ( 6.33/kg mês)
  • Reciclar ( 9.6 kg/mês)
  • Regular o motor do carro ( 25.0 kg/mês).
  • Usar canecas em vez de copos plásticos ( 0.71 kg/mês)
  • Usar lâmpadas fluorescentes ( 12.48 kg/mês)
  • Usar o varal para secar roupas ( 10.92 kg/mês)
  • Usar um pouco menos o ar condicionado ( 10.4 kg/mês)

** o número de quilogramas indicado após cada Ação representa o quanto de gás CO2 deixa de ser emitido ao praticá-la.

Computadores descartados pela Europa envenenam crianças na África


Os cidadãos do Ocidente jogam fora milhões de computadores velhos todos os anos. Centenas de milhares deles acabam na África, onde as crianças procuram ganhar a vida vendendo peças velhas das máquinas. Mas os elementos tóxicos presentes no lixo as estão envenenando lentamente.

Segundo a Bíblia, Deus lançou uma chuva de fogo e enxofre para destruir as cidades de Sodoma e Gomorra. E as autoridades governamentais de Accra, em Gana, também passaram a chamar de "Sodoma e Gomorra" uma parte da cidade afetada por produtos tóxicos de um tipo que os moradores das cidades bíblicas jamais poderiam imaginar. Ninguém vai a esse local, a menos que isso seja absolutamente necessário.

Uma fumaça ácida e negra passa sobre os barracos da favela. As águas do rio também são pretas e viscosas como óleo usado. Elas carregam gabinetes de computador vazios para o oceano. Nas margens do rio veem-se fogueiras alimentadas por isopor e pedaços de plástico. As chamas consomem o material plástico de cabos, conectores e placas-mãe, deixando intactos apenas o metal.

Hoje há um vento que faz com que a fumaça dessas fogueiras infernais passem lentamente por sobre a terra. Respirar muito profundamente é doloroso para os pulmões, e as pessoas que alimentam as fogueiras às vezes dão a impressão de serem apenas silhuetas vagas e enevoadas.

Uma figura pequena e curvada caminha entre as fogueiras. Com uma mão, o garoto arrasta um alto-falante velho pela terra e as cinzas, puxando-o por um fio. Com a outra mão ele segura firmemente uma bolsa.

O alto-falante e a bolsa são as únicas posses do garoto, além da camiseta e as calças que ele usa. Ele tem um nome incomum: Bismarck. O garoto tem 14 anos, mas é pequeno para a idade. Bismarck vasculha a terra em busca de qualquer coisa que os garotos mais velhos possam ter deixado para trás após queimarem uma pilha de computadores. Podem ser pedaços de cabo de cobre, o motor de um disco rígido, ou peças velhas de alumínio. Os ímãs do seu alto-falante também capturam parafusos ou conectores de aço.

Bismarck joga tudo o que encontra dentro da bolsa. Quando a bolsa estiver cheia até a metade, ele poderá vender o metal e comprar um pouco de arroz, e talvez também um tomate, ou até mesmo uma coxa de galinha grelhada em uma fogueira acesa dentro do aro de um carro velho. Mas o garoto diz que hoje ainda não encontrou o suficiente. Ele desaparece novamente na fumaça.

O refugo da era da internet

Esta área próxima a Sodoma e Gomorra é o destino final dos computadores velhos e outros produtos eletrônicos descartados de todo o mundo. Há muitos lugares como este, não só em Gana, mas também em países como Nigéria, Vietnã, Índia, China e Filipinas. Bismarck é apenas um de talvez uma centena de crianças daqui, e de milhares do mundo inteiro.

Essas crianças vivem em meio ao refugo da era da internet, e muitas delas podem morrer por causa disso. Elas desmancham computadores, quebrando telas com pedras, e a seguir jogam as peças eletrônicas internas em fogueiras. Computadores contêm grandes quantidades de metais pesados e, à medida que o plástico é queimado, as crianças inalam também fumaça carcerígena . Os computadores dos ricos estão envenenando os filhos dos pobres.

A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que até 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são jogadas anualmente no lixo em todo o mundo. O custo para se reciclar apropriadamente um velho monitor CRT na Alemanha é de 3,50 euros (US$ 5,30 ou R$ 9,20). Mas o envio do mesmo monitor para Gana em um contêiner de navio custa apenas 1,50 euro (R$ 3,80).

Um tratado internacional, a Convenção de Basileia, entrou em vigor em 1989. O tratado baseia-se em um conceito justo, proibindo os países desenvolvidos de enviarem computadores que foram para o lixo aos países subdesenvolvidos. Até o momento 172 países assinaram a convenção, mas três deles ainda não a ratificaram: Haiti, Afeganistão e Estados Unidos. Segundo estimativas da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, cerca de 40 milhões de computadores são descartados todos os anos somente nos Estados Unidos.

Diretrizes da União Europeia com acrônimos como WEEE (sigla em inglês de Lixo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos) e RoHS (Restrição a Substâncias Perigosas) seguiram-se à Convenção de Basileia, e países individuais transformaram-na em lei. As leis relativas à administração de lixo na Alemanha estão entre as mais estritas do mundo, e neste país o envio de computadores descartados a Gana pode dar cadeia. Em tese.

Contra-atacando


Mike Anane, um ativista ambiental e coordenador local da organização internacional de direitos humanos FIAN, trouxe os membros do Greenpeace para cá. Anane nasceu aqui há 46 anos, bem ao lado de onde hoje em dia se situa Agbogbloshie. Naquela época, as margens dos rio eram repletas de prados verdes e de flamingos, e os pescadores tiravam o seu sustento do rio. Agora não existe vida nessas águas.

Oito anos atrás, Anane começou a perceber a chegada de uma quantidade cada vez maior de caminhões em Agbogbloshie, com as carrocerias repletas de computadores. Ele observou a situação de perto e passou a contra-atacar aquilo que viu. Anane coleta adesivos de procedência de vários computadores descartados para descobrir de quem são os venenos queimados aqui. Ele possui adesivos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, de autoridades britânicas e de companhias como o Banco Barclays e a British Telecom. "Algumas crianças daqui não chegarão aos 25 anos de idade", acredita Anane.

Ele sabe, porém, que as companhias e organizações cujos selos chegam aqui juntamente com os equipamentos descartados não são os agentes que de fato trazem esse lixo para o seu país. As pessoas diretamente envolvidas são comerciantes como Michael Ninicyi, diretor da Kofi Enterprise.

A Kofi Enterprise é uma pequena loja repleta de computadores. Os melhores produtos são velhas máquinas Pentium vendidas por US$ 90 (R$ 156), incluindo um leitor de DVD. Impressoras e copiadoras são exibidas sob uma cobertura amarela na frente da loja - todas as máquinas são provenientes da Alemanha, segundo Ninicyi. Um exemplar do jornal "Berliner Morgenpost", usado para proteção contra arranhões, encontra-se dobrado entre dois computadores. Algumas das máquinas ainda trazem os adesivos de companhias cujas sedes ficam, por exemplo, na pequena cidade alemã de Kleve, no Estado de Brandenburgo ou no de Rhineland. Todos esses produtos funcionam e são legais.

"Por que vocês não interrompem o fluxo de lixo?"


"Esse processo está cada vez mais rápido, e nós estamos sendo esmagados", queixa-se John Pwamang, diretor do Centro de Gerenciamento e Controle de Produtos Químicos da Agência de Proteção Ambiental de Gana. A agência está localizada em um prédio de concreto em péssimas condições. A caminho do escritório de Pwamang, os visitantes precisam subir primeiro uma escada que no passado deve ter sido verde, e a seguir passar por um banheiro com defeito e uma sala de conferência de cortinas marrons esfarrapadas. Na sala há três depósitos de lixo - um marrom, para papel, um cinza, para plástico, e um outro marrom para tudo mais. Entretanto, o país não conta com um sistema de reciclagem de lixo em funcionamento. Ao que parece a agência de Pwamang ainda tem alguns problemas pela frente.

Os olhos de Pwamang são pouco visíveis por trás das grossas lentes bifocais. Ele fala suavemente, o que o ajuda a parecer mais tranquilo do que realmente é. "Vocês europeus não mudam", reclama ele. "O que deveríamos fazer com os produtos tóxicos que vocês nos mandam? Não temos como reciclá-los. Vocês possuem as instalações para isso. Computadores que funcionam não são nenhum problema, mas muitas das máquinas velhas demais não duram nem um ano aqui. Por que vocês não interrompem o fluxo de lixo?".

Pwamang não tem como provar que o chumbo e as dioxinas estão matando as crianças. Quase ninguém com mais de 25 anos trabalha nas fogueiras às margens do rio de águas pretas. E não existe estudo algum sobre o problema. O Greenpeace identificou e quantificou as toxinas, mas a organização não examinou os efeitos diretos delas. "As crianças estão doentes", afirma Pwamang. "Temos aqui metais pesados e venenos. Um estudo seria bom, mas mesmo sem nenhum estudo eu sei que a situação é desastrosa."

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eliminar outros gases pode ser a saída


Acordos para redução na emissão de gases que provocam o aquecimento global poderiam dar mais certo se especificassem o gás a ser combatido. O acordo de Montreal, criado para eliminar metade dos gases causadores do buraco na camada de ozônio em 12 anos, foi muito bem sucedido. Reduziu em uma década para zero a emissão desse tipo de gás. Foi o equivalente a eliminar 189 bilhões de toneladas de CO2.

Enquanto isso, o protocolo de Kyoto eliminou aproximadamente 10 bilhões de toneladas. O CO2 é causador de apenas metade do aquecimento global. Eliminar outros gases pode ser mais fácil e eficiente.

O gás metano é majoritariamente produzido por animais e é responsável por 10% do aquecimento global feito pelo homem. O gás conhecido como carbono negro é o maior responsável pelo degelo no Ártico. Como fica pouco tempo na atmosfera, caso sua emissão fosse eliminada, os efeitos seriam imediatos.

UE pressiona Estados Unidos e China


A União Europeia (UE) deu sinais de que pretende recuar de sua proposta de redução de 30% da emissão de CO2. A proposta de redução feita pelos Estados Unidos e a China, que emitem 40% dos gases, não teria sido o bastante para incentivar os 27 países que formam o bloco.

De acordo com especialistas, a UE estaria ameaçando recuar de sua proposta para forçar a China e os Estados Unidos a se comprometerem com metas mais radicais de redução.

A proposta dos Estados Unidos de reduzir suas emissões em 17% em níveis de 2005, algo como 3% em níveis de 1990, colocaria as empresas europeias em desvantagem, já que elas devem reduzir sua emissão em 20% em níveis de 1990.

Quem está disposto a pagar para deter o aquecimento

Cientistas estimam que para conter o aquecimento global seria necessária uma diminuição de 25% a 40% nas emissões de CO2. No momento, o número oferecido pelos países é de 15%, sendo que os Estados Unidos eferecem apenas 4%. O preço a se pagar para evitar o aquecimento fica em aproximadamente 1% do PIB. Por volta de 40% dos habitantes dos países pesquisados estão dispostos a pagar o preço.

Veja abaixo no gráfico da Economist:

ClimateChange_Economist

domingo, 6 de dezembro de 2009

Harmonía fractal

Baseado na teoria de que as formas fractais são mais apropriadas para explicar a formação e expansão dos ambientes naturais, o Conselho Superior de Investigação Científicas espanhol bancou a produção das imagens, de um livro e página na Internet sobre o projeto, tão surpreendente quanto o video abaixo.



As fotografias foram feitas por Héctor Garrido e a direção científica ficou a cargo de Juan Manuel García Ruiz. Veja mais aqui.

A casa do futuro feita de lixo


Há cerca de 15 anos, o administrador de empresas Luiz Badejo transformou o quintal de casa em laboratório de experimentos em busca da combinação perfeita entre diferentes materiais para sua invenção. Neste período, quando não estava no escritório, em seu trabalho “normal” como administrador, Badejo podia ser encontrado em feiras-livres do Rio de Janeiro recolhendo restos de vegetais, principalmente alface e agrião, que sobravam no final da lida sob as barracas, ou em aterros sanitários, lixões e estações de tratamento de esgoto atrás de tudo aquilo que o homem produz e que ainda não conseguiu dar uma destinação mais útil do que a simples deposição – seja ela tratada ou não.

Badejo explica que a chave para transformar alface, agrião, lixo velho, produtos de compostagem, cinzas de incineradores e lodo de estações de tratamento em tijolos para construção está na estabilização dos materiais. “Esta estabilização é que o grande feito, se assim se pode dizer. O que a literatura de engenharia afirma é a impossibilidade de misturas de materiais orgânicos com cimentos, pois estes não endureceriam, a não ser que fossem gastos volumes economicamente inviáveis de cimento para superar os efeitos nocivos que os materiais orgânicos produzem na mistura”, diz.

Contrariando o que a literatura até então pregava, de que a mistura com cimento poderia conter no máximo 5% de orgânicos, Badejo chegou a uma fórmula que utiliza, no mínimo, 28% desse tipo de material. Em seus experimentos, ele já utilizou até 60% de orgânicos em relação ao peso total do artefato, utilizando somente 10% de cimento. “Este é o mesmo percentual que se usa para tijolos de solo-cimento, os tijolos ditos ecológicos. É uma mistura bastante econômica e plenamente viável do ponto de vista financeiro”. Para chegar a esse resultado, o administrador partiu do pressuposto de que, sob o olhar da mecânica dos solos, o material residual tratado ou os vegetais descartados apresentam características similares aos solos que hoje podem ser utilizados na fabricação de tijolos e outros artefatos para a construção civil.

1- resto de inceneração de lixo doméstico 2- restos de tijolo normal














3- feito com lodo de tratamento de esgoto 4 - Compostagem e entulhos

Desde 1999, quando começou a trabalhar com isso, Badejo conta que tem obtido respostas positivas. A mistura inicial, feita majoritariamente com restos de vegetais, no entanto, ficava muito dispendiosa. Em 2005, ele começou a obter os resultados que tem hoje, que são tijolos constituídos por 50% de resíduos orgânicos (em relação o volume total da peça) e 50% de solo, misturados com 10% de cimento. “Em 2009 consegui as melhores misturas, as mais econômicas e com melhores desempenhos. Mas esta situação não pára, pois há sempre a expectativa e esforços para melhorar. Neste momento, para melhorar, é só ter em mãos os equipamentos que preciso e que já existem no mercado, então é só uma questão de investimento”. Todos os tipos de tijolos produzidos pelo administrador estão dentro das normas da ABNT e passaram por rigorosos testes para descartar a possibilidade de contaminação.

Ecológicos apenas em partes


Os hoje chamados tijolos ecológicos ganharam esse nome porque, em seu processo de fabricação, não são levados ao forno para cura e queima do material, o que evita o desmatamento para produção do carvão usado no forno e a emissão de gases de efeito estufa durante a queima. A estimativa é que, para cada mil tijolos convencionais fabricados, cinco árvores sejam derrubadas. Ao invés do forno, estes tijolos são fabricados em prensa manual ou hidráulica e curados ao ar livre.

Além disso, produtores deste tipo de tijolo garantem que ele evita o desperdício – atualmente, cerca de 1/3 do material de uma obra vai para o lixo - proporcionando mais de 25% de economia em relação ao sistema construtivo convencional. O ecológico, no entanto, pára por aí. A matéria-prima para a fabricação das peças é comum no setor de construção: solo (saibro ou terra de barranco, que não possui capim ou restos orgânicos) e cimento em proporções variadas ou argila e uma substância agregadora de solo.

Redução de CO2 custará caro na China


Para cumprir os compromissos de redução de carbono que firmou na última semana, a China terá que investir anualmente 0,7% de seu PIB, ou US$ 30 bilhões. A promessa do país foi de reduzir em 45% suas emissões de carbono até 2020.

De acordo com o estudo, deve haver um aumento no preço da energia elétrica e dos combustíveis, o que vai refletir no bolso do consumidor chinês.

Segundo o protocolo de Kyoto, a China não é obrigada a reduzir suas emissões de carbono, mas a promessa do país animou as conversas que devem acontecer nesta segunda, 7, em Copenhague. O país é o maior emissor mundial.

Noruega tem usina que funciona por osmose


A primeira usina que funciona por osmose, uma reação biológica em que a água passa de uma membrana com líquido mais denso para outra com líquido menos denso — como nas células — já existe. Construída na Noruega, a usina ainda é experimental, mas oferece energia totalmente limpa.

Ela não é comercialmente viável. Para que se torne, o aproveitamento energético teria que ser aumentado em cinco vezes por metro quadrado. No entanto, a empresa Statkraft, que criou a primeira usina, já não está sozinha no mercado.

O pesquisador de eletro-diálise reversa, Kees van den Ende, da empresa KEMA, acredita ter um método mais eficiente do que o criado pela Stakraft. Nada mais necessário, visto que a energia produzida atualmente pela usina da Stakraft é o bastante para esquentar uma xícara de chá.

Palavra do dia

AERAÇÃO

Reoxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressa em % de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição (...) Para restituir a uma água poluída a taxa de oxigênio dissolvido ou para alimentar o processo de biodegradação das matérias orgânicas consumidoras de oxigênio, é preciso favorecer o contato da água e do ar. A aeração pode também ter por fim a eliminação de um gás dissolvido na água: ácido carbônico, hidrogênio sulfurado

sábado, 5 de dezembro de 2009

Águia-chilena (Gernoaethus melanoleucus)

Ocorre desde o Brasil Central e Cordilheira dos Andes até o sul da Argentina. Habita em campos e montanhas.


Classe: Aves

Ordem: Falconiformes

Família: Accipitridae

Nome científico: Gernoaethus melanoleucus

Nome vulgar: Águia-chilena

Categoria: Ameaçada

Ocorre desde o Brasil Central e Cordilheira dos Andes até o sul da Argentina. Habita campos e montanhas. São aves de hábito diurno, apresentando poderoso e veloz vôo, dotadas de grandes olhos, aspectos estes que auxiliam na caça às suas presas preferenciais como outras aves, cobras e até mesmo pequenos animais mamíferos como os coelhos. Os filhotes são alimentados durante seus primeiros 4 ou 5 meses de vida, sendo que as águias dão preferência à utilização de apenas um mesmo ninho por toda vida.

Com metas atuais, emissões de CO2 vão dobrar até 2040, aponta estudo


As emissões globais de gases do efeito estufa vão quase dobrar até 2040, em comparação aos níveis de 1990, com base nas atuais metas de redução anunciadas pelos países, disse na quinta-feira (3) a consultoria climática Ecofys.

O cálculo se baseia nos compromissos assumidos pelos governos antes da reunião climática dos dias 7 a 14 deste mês em Copenhague. Pela avaliação da Ecofys, o mundo se encaminha para um aquecimento médio bem acima de 3ºC até 2100.

"As promessas sobre a mesa não irão parar o crescimento das emissões antes de 2040, quanto menos 2015, conforme indica o IPCC (painel científico da ONU), e estão longe de reduzir à metade as emissões até 2050, conforme foi proposto pelo G8 [bloco de países industrializados, disse Niklas Hohne, diretor de políticas energéticas e climáticas da Ecofys.

China, Índia, Brasil e África do Sul manifestaram nesta semana sua oposição às metas de reduzirem pela metade as emissões globais até 2050 e limitar o aquecimento a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, disseram diplomatas europeus na quarta-feira. Esses países temem que metas globais ambiciosas afetem seu crescimento, e acham que os países ricos deveriam agir primeiro.

De acordo com o Ecofys, levando em conta a promessa anunciada pelos EUA e outros países, as emissões das nações desenvolvidas devem chegar em 2020 a um nível entre 13% e 19% inferior ao de 1990. Mas o uso de créditos florestais pode reduzir essa cifra em 5%.

A Rússia ofereceu em novembro reduzir suas emissões até 2020 em 22% a 25% abaixo dos níveis de 1990. Os EUA prometem um corte de aproximadamente 3%.

Em 2007, o IPCC propôs uma redução de 25% a 40% nas emissões até 2020, sempre em relação a 1990.

Hahne lamentou a falta de metas concretas para as emissões da aviação e navegação marítima, que devem dobrar até 2020 e quase quadruplicar até 2050 em relação a 1990.

"A partir desses números, há pelo menos uma chance em quatro de superar o aquecimento de 4ºC", disse ele.

A Ecofys, a Climate Analytics e o Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático desenvolveram o chamado "Monitor da Ação Climática", que acompanha as promessas e ações de cada país.

O índice revela que Noruega, Japão e Brasil são os países com as metas anunciadas mais ambiciosos. Se a União Europeia se comprometer a um corte de 30% no período 1990-2020, será considerado um esforço "suficiente". Os Estados Unidos estão na metade de baixo da escala.

Barco solar do Projeto Grael estreia na Baía de Guanabara



Axel Grael, presidente do Instituto Rumo Náutico, testou o catamarã, construído pelos próprios alunos do projeto, em Niterói

O barco solar Peixe Galo, do Projeto Grael (www.projetograel.org.br), foi apresentado na manhã desta sexta-feira, em Niterói. O catamarã, movido a energia solar, foi pela primeira vez para as águas da Baía de Guanabara. Axel Grael, presidente do Instituto Rumo Náutico, fez um test drive para conferir a performance do barco.

“O barco é ágil, veloz, navega levemente sobre a água e sem qualquer ruido. Estando a bordo, tem-se a certeza que no futuro todos os barcos serão assim ou à vela. Essa tecnologia tem tudo para substituir, com vantagens, os motores convencionais, cujas emissões contribuem para as mudanças climáticas. Dá muito orgulho ver que o Projeto Grael ajuda a promover essa transformação”, revelou Axel.

O barco foi construído pelos próprios alunos do Projeto Grael, auxiliados por um professor. Com o Peixe Galo, a equipe conquistou recentemente o segundo lugar no Desafio Solar 2009, em Paraty. A prova foi uma das etapas para qualificar as equipes para um campeonato mundial de barcos movidos à energia solar, que será na Holanda, em 2010.

De acordo com Cosme Aristides, assessor de tecnologia e inovação, já estão sendo programadas pelo menos três competições para o ano que vem, com eventos de menor porte e um grande desafio final. O barco tem ainda a utilidade de, como energia limpa, servir de coletor de resíduos flutuantes na Baía de Guanabara.

Na ultima reunião sobre o Desafio Solar 2010, foi proposto por Fred Hoffmann, coordenador da Equipe Peixe Galo e dos cursos profissionalizantes do Projeto Grael, que uma das competições seja realizada no Clube Naval Charitas, em Niterói, sob coordenação do Projeto Grael, já no 1º semestre de 2010.


Saiba mais sobre o barco solar do Projeto Grael


Um barco modelo catamarã (com dois cascos) equipado com um motor elétrico alimentado por seis painéis solares. Estes estão associados a um banco de duas baterias que são carregadas quando o barco está parado ou em regime de insolação, que gere energia além da potência do motor. Assim, podem suprir a demanda do motor em caso de tempo ruim ou nublado. Sete pessoas, entre alunos e professores, se envolveram na construção do barco, que levou menos de um mês para ficar pronto. O Desafio Solar aconteceu em outubro.

Peugeot lança bicicleta elétrica

Em parceria com a Ultra Motor, uma das principais fabricantes de veículos elétricos leves do mundo, a Peugeot acaba de lançar um modelo de bicicleta elétrica. Uma opção de transporte sustentável que funciona com uma bateria removível de 36 V e um motor de 250 W que permite até 70 km autonomia.

A bicicleta híbrida pode ser carregada em tomadas comuns e reabastecida com as pedaladas do ciclista. Devido aos três níveis de assistência e ao sensor de torque que a bicicleta dispõe, o ciclista pode percorrer até os terrenos mais íngremes com facilidade, garante o fabricante.

A bike também possui freios de disco dianteiros e traseiros, luzes automáticas e independentes e suspensão, que garantem maior segurança ao ciclista. Por enquanto, ela será comercializada apenas na Europa por 2.290 euros, o que equivale aproximadamente R$ 7.725.

Governo alemão doa 6,5 milhões de euros para proteção da biodiversidade


A Mata Atlântica ganhou novo reforço para a proteção, uso sustentável e recuperação da vegetação. Nesta sexta-feira (04/12), o governo alemão, por meio do banco KfW, doou 6,5 milhões de euros para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a serem investidos em ações do projeto Proteção da Mata Atlântica II.

A implementação do projeto envolve a participação do Ministério do Meio Ambiente, do KfW e do Funbio, que têm três anos para usar os recursos doados. A ideia é o dinheiro seja usado na ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, na introdução do sistema de pagamento por serviços ambientais, e na disponibilização de informações para decisões sobre a biodiversidade na Mata Atlântica e proteção do clima, além do trabalho de capacitação de especialistas e sociedade civil.

Durante a cerimônia de assinatura de contrato, no gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a secretária Maria Cecília Wey de Brito disse que esse recurso vai ajudar a completar uma série de ações de proteção da floresta. "Boa parte da população vive onde era o bioma, onde boa parte do PIB é produzido, e precisava receber esse investimento. A Mata Atlântica merece um tratamento especial", ressaltou. Atualmente a Mata Atlântica possui apenas 23% de sua vegetação.

Além do apoio financeiro, os projetos terão o acompanhamento da Cooperação Técnica Alemã (GTZ). No início do próximo ano, será criada uma comissão técnica, com representantes das três instituições, para o acompanhamento das atividades do projeto, que serão desenvolvidos em parceria com os governos estaduais, municipais e sociedade civil.

O representante do banco KfW, Jens Ochtrop, ressaltou que essa parceria para o meio ambiente já dura mais de 20 anos, e avaliou a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica como muito eficiente. Ochtrop vê um potencial ainda maior para essa nova etapa. Ele ainda destacou as ações do MMA na proteção da Mata Atlântica. "Em um momento em que a atenção está voltada para a Amazônia, é bom ver que o MMA também está voltado para outros desafios, como a consolidação da conservação da Mata Atlântica".

Em 2008, o KfW investiu 2 milhões de euros, num período de um ano, para a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica. O recurso deu origem a uma série de ações de conservação da Mata Atlântica, realizadas pelo MMA, Instituto Chico Mendes e governos dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, municípios e organizações não governamentais. Em função do bom resultado das ações implementadas essa nova etapa inicia com um orçamento três vezes maior.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Terra precisaria de 18 meses para suprir o que a humanidade consome em um ano


A Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das atividades humanas: o planeta precisa de 18 meses para gerar recursos que a humanidade consome em um ano, segundo estudo de um grupo de pesquisa privado americano publicado nesta terça-feira.

Os dados levantados em 100 países pela Global Footprint Network, de defesa do meio ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, a um ritmo 44% maior do que a natureza pode produzir e absorver.

O estudo revela também uma crescente disparidade entre os países com relação ao impacto ecológico por habitante.

Se todos os habitantes da Terra vivessem como um americano médio, seria necessário o equivalente a cinco planetas para produzir os recursos alimentícios e energéticos consumidos e absorver o CO2 emitido.

"E se cada um consumisse como o europeu médio, seriam necessários dois planetas e meio", calcularam também os autores do estudo.

"As ameaças que estamos enfrentando, como a mudança climática, o desmatamento, a diminuição da pesca, a super-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante", indicaram.

A Global Footprint Network, que tem sede em Oakland na Califórnia (oeste), calcula todos os anos desde sua criação em 2003 a chamada "impressão ecológica" de mais de 100 países e da humanidade em seu conjunto.

Este indicador determina a superfície de terra e de água necessárias para produzir recursos que uma população determinada consome e para absorver os dejetos produzidos.

"Calcula o potencial de produção de recursos da natureza, como são utilizados e por quem", explica a organização.

Os dados, derivados de inúmeras fontes, entre elas a ONU e as estatísticas de diversos governos, mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou quase 2%, devido a um crescimento da população e do consumo de recursos por pessoa.

Em 10 anos, o impacto do homem sobre a natureza aumentou 22%, enquanto a biocapacidade, quantidade de recursos que a natureza pode produzir, se manteve constante e pode inclusive ter diminuído, segundo a Global Footprint Network.

Em 1961, todo o planeta usava pouco mais da metade da biocapacidade da Terra. Agora, 80% dos países usam mais biocapacidade do que dispõem dentro de suas fronteiras. Importam recursos, esvaziam seus próprios estoques e enchem a atmosfera e os oceanos de CO2.

Apesar destes dados preocupantes, existem meios para corrigir esta trajetória, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network.

"Estas tendências mostram que é do interesse de cada país atuar sem esperar para ter êxito em um mundo com recursos cada vez mais limitados, aconteça o que acontecer no cenário mundial", indicou em um comunicado em referência à conferência da ONU sobre o clima de dezembro em Copenhague, onde é muito improvável que se consiga alcançar um acordo obrigatório para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Ibama flagra duas balsas com 1,3 mil m³ de madeira ilegal em Óbidos/PA


O Ibama apreendeu nesta quarta-feira (02/12) duas balsas com cerca de 1,3 mil m³ de madeira retirada irregularmente da floresta amazônica, na altura do município de Óbidos, no oeste do Pará. Essa quantidade seria suficiente para encher 52 caminhões.

Com 65 m de comprimento cada, as embarcações levavam pelo rio Amazonas dezenas de toras de espécies como jatobá, angelim, ipê e maçaranduba para abastecer o mercado ilegal em Belém, na capital paraense. As balsas e o empurrador, avaliados em R$ 2 milhões, também foram apreendidos. Além de poder perder os bens utilizados no crime ambiental, o proprietário foi multado em R$ 390 mil.

Os agentes estavam na Operação Monte Cristo, de combate à pesca no período de defeso, quando flagraram as balsas. Elas cruzavam o rio à noite, para tentar burlar a fiscalização. Segundo os fiscais, a madeira saiu de planos de manejo na Gleba Mamiá, no município de Alenquer. O destino seria Marituba e Benevides, na região metropolitana de Belém.

“A pesquisa no Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) revelou que as Guias Florestais da madeira já haviam sido recebidas pelos compradores há mais de uma semana. Ou seja, os documentos estavam sendo usados em duas, três, quatro viagens para esquentar a madeira ilegal”, explica o analista ambiental Marcelo Eickhoff, da Gerência Executiva do Ibama em Santarém, que participou da ação.

Índia propõe reduzir intensidade de carbono entre 20% a 25% até 2020


Jairam Ramesh, ministro do Meio Ambiente da Índia, anunciou nesta quinta-feira (3) a meta da Índia de reduzir sua intensidade de carbono entre 20% a 25% até 2020 em relação a 2005. Ainda assim, "as emissões crescerão", disse o ministro, às vésperas da conferência do clima de Copenhague, que começa nesta segunda-feira (7).

"Intensidade de carbono" significa a quantidade de CO2 emitida por cada unidade do PIB (Produto Interno Bruto).

No entanto, a redução seria apenas um comprometimento doméstico, e não seria legalmente vinculante, disse o ministro após quase quatro horas de discussões.

O anúncio era esperado para hoje, e ocorre na semana seguinte em que China e EUA fizeram os seus.

A China se comprometeu em reduzir entre 40% e 45% a intensidade carbônica em 2020 em relação a 2005. Já os EUA ofereceram a meta de reduzir 17% das emissões em 2020 em relação a 2005.

A Índia, um dos maiores emissores, estava sob pressão para anunciar detalhes de como iria controlar as suas crescentes emissões de carbono.

No máximo, o governo indiano havia se declarado disposto a assinar um "objetivo global ambicioso" para a redução de emissões de gases do efeito estufa, neste sábado (28).

Um relatório divulgado na quarta-feira (2) indicava que a Índia poderia cortar a sua intensidade de carbono em 24% até 2020, em comparação com os níveis de 2005, segundo relatório do governo obtido pela agência de notícias Reuters.

Um Bilhão de Árvores para a Amazônia e... o Primeiro Deserto Verde do "Bioma"


“Um Bilhão de Árvores para a Amazônia” – foi o nome comercial do “maior programa de recomposição florestal do mundo” lançado pelo presidente Lula e pela governadora Ana Júlia Carepa. Terminado o jogo de cena e silenciados os tambores midiáticos, com o assunto caindo no esquecimento, delegou-se à Secretária de Estado de Meio Ambiente a tarefa de informar, muito discretamente, que 65% desse reflorestamento serão feitos com eucalipto.

A justificativa é simplória: não existe a disponibilidade de sementes para plantar espécies nativas. Ah – ninguém, então, havia pensado nisso no momento do anúncio do número mágico – um bilhão? Mas, que importa? Números sem projetos por trás criam manchetes na imprensa apressada e imprensada no jogo de interesses dos grandes anunciantes – entre os quais o governo e suas estatais.

A meta do governo do Pará – ou, melhor dizendo, da Vale e similares -, agora, continua sendo atingir 20 dos 100 milhões de hectares previstos para o plantio de espécies nativas até 2013. Mas não são claras as informações sobre que áreas serão plantadas com que tipo de árvores - ou seja, o objetivo é criar uma cortina de fumaça.

E continua o silêncio sobre a produção de mudas de essências nativas e outros “detalhes”, exceto quando se afirma que 80 mil hectares de paricá - árvore também conhecida como guapuruvu - já foram plantados no sul do estado. A justificativa é de uma lógica econômica impecável: “o paricá é leve, usado para a obtenção de lâminas de madeira, uma vez que é perfeitamente torneável”.

Essa criação de um deserto verde no tal “bioma amazônico” talvez pudesse ter sido evitada se os “ambientalistas” – incluindo o IBAMA – tivessem sido mais abertos ao diálogo quando em 2005 foi apresentado ao Congresso um projeto que autorizava a recomposição de 30% da reserva legal com palmáceas – em especial dendê e babaçu - para a produção de biodiesel.

De fato, em particular para a juventude que mora nas cidades e acha que comida é coisa que se encontra em prateleiras de supermercados, nunca é demais lembrar que poucos anos antes FHC elevou a reserva legal na região de 50% para 80% por Medida Provisória, numa canetada, apenas para dar satisfações à imprensa estrangeira e ONGs paulistas. Com isso, desde Brasília colocou na ilegalidade, de um dia para o outro, todo o conjunto de propriedades produtivas no “bioma” amazônico.

Pontificar e legislar sobre “biomas” se neles não existissem pessoas dá nisso!

Agora, é hora de refletir. Se esse tipo de imunidade ao diálogo ao estilo “exército da salvação” continuar no processo de inevitável revisão do Código Florestal, o máximo que acontecerá será um novo pacote de remendos vindos de cima para baixo ou por “acordos de lideranças”, em detrimento dos interesses da nação.

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Aqui, vale o parêntese: a China abandonou há cerca de um ano um projeto lançado em 2002 que previa o reflorestamento de 440 milhões de hectares (bem maior do que o maior do mundo). O projeto colidiu com a necessidade de áreas para a produção de alimentos para uma população de 1,3 bilhão de chineses. Apesar disso, os projetos de reflorestamento econômico num total de 38 milhões de hectares para a indústria de papel e celulose, bem como para a indústria madeireira, continuam. Talvez os chineses possam, agora, liberar áreas agrícolas para a produção de alimentos importando madeira do Pará.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Biodiversidade no Brasil


O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta, essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos únicos em todo o mundo, deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país. O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Nenhum outro país tem registrado tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente o MMA, eles podem representar apenas 10% da vida no país. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que aumenta o conhecimento. Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal, coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas 36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja presença naquele bioma era desconhecida pela ciência. O levantamento nacional de peixes de água doce coordenado pela Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2004, indica a existência de 2.122 espécies, 10% a 15% delas desconhecidas até então.