Metas de redução podem ser projetos de lei ou meros anúncios.
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Rota
Akio Kitoh, diretor do departamento de pesquisas sobre o clima do Instituto de Pesquisas Meteorológicas, diz que eles também vão mudar de rota. Esse é o próximo passo da pesquisa: descobrir onde os tufões e furacões, mais violentos que os de hoje, vão passar.
Os cientistas japoneses também fizeram previsões para o Brasil. No Nordeste, os dias consecutivos de seca que, segundo ele, hoje são 100 por ano, em média, podem chegar a 130 em algumas áreas. No Centro-Sul do país, as chuvas que castigam a região no verão vão aumentar de intensidade.
O professor diz que parte do aquecimento é inevitável, é um ciclo do planeta, que foi acelerado pela ação do homem. E que, por isso os países têm que se preparar.
“Mas, se queremos diminuir esses efeitos, temos que fazer a nossa parte”, conclui ele.
Evo Morales quer que ricos paguem aos mais pobres pelo excesso de poluição em vez de lhes cobrar a dívida externa.
O presidente boliviano disse que levará a ideia à reunião da ONU sobre mudanças climáticas. Morales considera que os países pobres são os que mais têm sofrido com inundações, descongelamentos e outras consequências do aquecimento global.
Muitos países sul-americanos têm grandes dívidas externas, tanto com nações desenvolvidas quanto com organismos multilaterais. Evo Morales, que culpa as “nações capitalistas” pelo aquecimento global, garante que sua proposta é séria.
Um documento vazado na última terça-feira, 8, criou caos nas negociações sobre aquecimento global que acontecem desde o início da semana em Copenhague. Conhecido como “texto dinamarquês”, o documento seria um acordo criado por países ricos para tirar a Organização das Nações Unidas (ONU) da negociação e colocar limites sobre as emissões dos países em desenvolvimento.
Supostamente criado pela Dinamarca, Estados Unidos e Reino Unido, o texto dinamarquês não se aproxima da meta de 40% de redução inicialmente proposta pela ONU, mas prevê medidas para ajudar os países pobres com US$ 10 bilhões ao ano de 2012 a 2015.
O texto muda o princípio do Tratado de Kyoto, que responsabilizava países desenvolvidos pelo aquecimento e isentava as nações em desenvolvimento de limites nas emissões de CO2. De acordo com o documento, o Tratado de Kyoto seria abandonado, o Banco Mundial cuidaria das verbas para mudança de clima e países pobres teriam que realizar diversas ações para receber dinheiro para lidar com a mudança climática.
Segundo um diplomata, o documento “é muito perigoso para países em desenvolvimento”. Eles teriam que limitar, até 2050, suas emissões para 1,44 toneladas de CO2 por pessoa, enquanto os países desenvolvidos teriam direito a 2,67 toneladas. A intenção, segundo o diplomata, seria com a chegada de Obama e outros chefes de estado na próxima semana forçar a aceitação do texto dinamarquês sem discussões.
Os resultados foram coletados em 1.500 estações meteorológicas que monitoram o clima de todo o mundo. Os dados demonstram que a cada década desde 1970 o aquecimento se acentua.
Hadley Centre, do escritório do Reino Unido, diz ter publicado a informação para evidenciar que o mundo está relamente se aquecendo.
Os registros de cerca de 5 mil estações devem ser divulgados tão logo sejam aprovados pelos proprietários.



Enquanto isso, o protocolo de Kyoto eliminou aproximadamente 10 bilhões de toneladas. O CO2 é causador de apenas metade do aquecimento global. Eliminar outros gases pode ser mais fácil e eficiente.
O gás metano é majoritariamente produzido por animais e é responsável por 10% do aquecimento global feito pelo homem. O gás conhecido como carbono negro é o maior responsável pelo degelo no Ártico. Como fica pouco tempo na atmosfera, caso sua emissão fosse eliminada, os efeitos seriam imediatos.
A União Europeia (UE) deu sinais de que pretende recuar de sua proposta de redução de 30% da emissão de CO2. A proposta de redução feita pelos Estados Unidos e a China, que emitem 40% dos gases, não teria sido o bastante para incentivar os 27 países que formam o bloco.
De acordo com especialistas, a UE estaria ameaçando recuar de sua proposta para forçar a China e os Estados Unidos a se comprometerem com metas mais radicais de redução.
A proposta dos Estados Unidos de reduzir suas emissões em 17% em níveis de 2005, algo como 3% em níveis de 1990, colocaria as empresas europeias em desvantagem, já que elas devem reduzir sua emissão em 20% em níveis de 1990.
Cientistas estimam que para conter o aquecimento global seria necessária uma diminuição de 25% a 40% nas emissões de CO2. No momento, o número oferecido pelos países é de 15%, sendo que os Estados Unidos eferecem apenas 4%. O preço a se pagar para evitar o aquecimento fica em aproximadamente 1% do PIB. Por volta de 40% dos habitantes dos países pesquisados estão dispostos a pagar o preço.
Veja abaixo no gráfico da Economist:

De acordo com o estudo, deve haver um aumento no preço da energia elétrica e dos combustíveis, o que vai refletir no bolso do consumidor chinês.
Segundo o protocolo de Kyoto, a China não é obrigada a reduzir suas emissões de carbono, mas a promessa do país animou as conversas que devem acontecer nesta segunda, 7, em Copenhague. O país é o maior emissor mundial.
A primeira usina que funciona por osmose, uma reação biológica em que a água passa de uma membrana com líquido mais denso para outra com líquido menos denso — como nas células — já existe. Construída na Noruega, a usina ainda é experimental, mas oferece energia totalmente limpa.
Ela não é comercialmente viável. Para que se torne, o aproveitamento energético teria que ser aumentado em cinco vezes por metro quadrado. No entanto, a empresa Statkraft, que criou a primeira usina, já não está sozinha no mercado.
O pesquisador de eletro-diálise reversa, Kees van den Ende, da empresa KEMA, acredita ter um método mais eficiente do que o criado pela Stakraft. Nada mais necessário, visto que a energia produzida atualmente pela usina da Stakraft é o bastante para esquentar uma xícara de chá.
AERAÇÃO
Reoxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressa em % de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição (...) Para restituir a uma água poluída a taxa de oxigênio dissolvido ou para alimentar o processo de biodegradação das matérias orgânicas consumidoras de oxigênio, é preciso favorecer o contato da água e do ar. A aeração pode também ter por fim a eliminação de um gás dissolvido na água: ácido carbônico, hidrogênio sulfurado



